Tomate e batata derrubam a cesta na maior queda mensal de 2026
A cesta IDS-PP de julho/2026 fechou em R$ 277,29, queda de −4,0% sobre junho (R$ 288,95) — a maior queda mensal de 2026. É o segundo mês consecutivo de recuo e leva a cesta ao menor patamar desde abril, abaixo do platô que se formou entre abril e junho. Encerra de vez o ciclo de alta do primeiro semestre, que havia levado a cesta à máxima de maio (R$ 291,75). O mês é uma história de hortifruti. Dos 27 itens, 13 caíram, 8 ficaram estáveis e 6 subiram — e as quatro maiores quedas são todas de hortifruti, lideradas por tomate (−33,4%) e batata (−28,6%). Do outro lado, subiram itens pontuais de higiene e laticínios: sabonete (+15,1%), leite (+10,0%) e margarina (+3,8%). No acumulado de 12 meses a cesta segue positiva (+1,9%).
Cesta nacional: R$ 277,29 · −4,0% vs junho — a maior queda mensal de 2026.
Item que mais caiu (1 mês): Tomate 1kg · −33,4% · R$ 4,99.
Item que mais subiu (1 mês): Sabonete 85g · +15,1% · R$ 2,29.
Estado mais caro (recorte de 11 itens, 12 estados): MT · R$ 84,96.
Estado mais barato (recorte de 11 itens, 12 estados): SC · R$ 60,24.
Hortifruti puxa a queda: tomate (−33,4%), batata (−28,6%), cenoura (−25,0%) e maçã gala (−14,3%) são as quatro maiores quedas do mês; a cebola foge à regra e sobe 1,5%.
Amplitude entre estados: no recorte de 11 itens comuns a 12 estados, a diferença entre o mais caro (MT) e o mais barato (SC) foi de +41,0% — valores que não se comparam à cesta nacional de 27 itens.